Muralha Fernandina, o reflexo do desenvolvimento
história, cultura e tradição portuguesa.
Foi em 1336 que D. Afonso IV ordenou a construção de uma nova muralha que refletisse o grande desenvolvimento do burgo, de facto, a expansão urbana do Porto, fruto do desenvolvimento comercial e marítimo da cidade, exigia o alargamento da primitiva cerca. Em aproximadamente duzentos anos, o número de habitantes residentes dentro do novo muro atingiu uma população estimada em cerca de 10 000 pessoas.
A cidade crescia e estendia-se em todas as direções, especialmente para Ocidente e para Norte, ligando os pontos elevados da Vitória e da Batalha. Partes consideráveis da cerca nova ainda persistem, sendo facilmente reconhecível o seu traçado na malha urbana. Junto ao Jardim Arnaldo Gama encontra-se o troço mais bem conservado da muralha Fernandina, composto por uma secção ameada, com caminho de ronda e protegida por três torres quadrangulares, das quatro que ainda perduram. A outra torre encontra-se num outro trecho da muralha apresentado na “Rota 2 – Do Infante a S. Bento“.
O nome da muralha advém do rei D. Fernando, devido ao facto da conclusão da obra ter ocorrido durante o seu reinado, por volta de 1370. Também conhecida por Cerca Nova, para a distinguir da cerca velha romana, começou a ser construída em 1336, no reinado de D. Afonso IV. Tinha uma altura de 14 a 16 metros e uma extensão de 2600 metros, cobrindo uma área de 44,5 hectares. As cinco portas originais da muralha eram defendidas por robustas torres, existindo também sete postigos ao longo da sua extensão, alguns deles acabaram por ser convertidos em portas.
Experiências
Descobre a cidade do Porto e fica a conhecer os lugares com história através da nossa app walkinporto: o teu guia turístico pessoal, uma aplicação móvel que te mostra o centro histórico do Porto. Apenas à distância de uns toques no ecrã do telemóvel, é perfeito para visitantes que gostam de conhecer a cidade ao seu ritmo e vontade.